Eu tenho medos acumulados em meu peito pedindo para serem libertados, tenho nessa noite, um nó na garanta quase impossível de ser desatado, um aperto no coração sufocante, que quase me impede de viver. Eu tenho dores que poucos sentiram ou sentirão, tenho feridas que nem os que convivem comigo percebem, tenho mistérios que posso garantir com motivos bem plausíveis que nunca serão desvendados. Eu não tenho uma música que descreva minha história, ou parte dela, músicas inconstantes demais nunca fariam sucesso, e muito menos, ficariam explícitos em uma poesia. Mas dói, machuca, corrói, perturba, tira o sono e a paz. Eu aprendi á não chorar pelo amor não correspondido. E sabe por quê? Porque existem pessoas que eu amo, que eu nunca pude falar, que eu nunca pude ver, sorrir ou decifrar um olhar, existem pessoas que foram criadas para estar sempre ao meu lado, fielmente, desde o dormir até preencher todos os ’itens’ de uma rotina, e por futilidade (dos outros) eu não pude ter, eu não pude aproveitar. E sinceramente, nada me revolta mais do que ver pessoas chorando por um amor eterno de no máximo seis meses, nada me revolta mais do que gente procurando motivo pra chorar, pra reclamar, motivo pra sofrer, e eu aqui, fugindo cada vez mais dos meus motivos e eles sempre me encontrando… — Juliana Castro,Desabafo. (via sopitar)
(via sopitar)

11 months ago

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