— “Tô sangrando!” gritei o mais alto que eu podia, talvez no intuído de alguém escutar e vim cuidar das minhas feridas abertas. Respirava fundo. Mas quem disse que adiantava? A única coisa que se podia ouvir naquele quarto escuro eram os soluços que minhas lágrimas traziam como consequência. Tava doendo tanto, essa era a única coisa que se passava pela minha cabeça naquele momento: dor. Estava tudo dolorido, tudo imensamente inflamado. Olhei pro lado, e no meio daquela escuridão, uma luz se posicionou sobre mim e ao olhar-me no espelho, reflexos de dor passaram sobre meus olhos. Senti pena. A pior coisa que se pode sentir por alguém. Senti pena de mim mesma, e era isso que mas me doía e que me rasgava: eu estava de fazer pena! Parei naquele momento. Quis chorar. Queria esvaziar toda aquela bola de dor que estava entalado na minha garganta. Mas nada saiu, além daquele liquido vermelho que escorria em minh’alma. Era sangue. Eu estava jorrando sangue… Clara Rangel
(Source: sucumbida, via psyyyychedelic)
11 months ago
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